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Arborização urbana é discutida na Frutal Amazônia e Flor Pará

Arborização urbana é discutida na Frutal Amazônia e Flor ParáO paisagismo e a qualidade de vida foram tema de palestra na Frutal Amazônia e Flor Pará neste sábado (22). O coordenador do Plano Diretor de Arborização Urbana de Belém, Paulo Porto, e a paisagista Simone Rezende, de Belo Horizonte, falaram da difícil missão de manter as cidades arborizadas e floridas por causa do vandalismo e da falta de educação do povo.

Em Belém a ocupação desordenada e a eliminação dos quintais com árvores deixaram pouco espaço para o verde na cidade. O plantio de árvores e jardins enfrenta o vandalismo e a falta de educação de pessoas que destroem ou arrancam as mudas. O desconhecimento de moradores que não se preocupam em saber as espécies e os locais adequados acaba plantando também problemas futuros.

A arborização é usada como instrumento de desenvolvimento urbano, promovendo a qualidade de vida e equilíbrio ambiental. "A árvore faz parte da vida da cidade e da população", informou Paulo Porto. É necesário conscientizar o povo por meio da educação, o que já vem acontecendo nas escolas por meio de palestras. "A educação ambiental é um processo longo e precisa ser permanente", disse Porto.

 A luta agora é pela preservação das áreas verdes de ilhas como Outeiro, Mosqueiro e Cotijuba, onde a especulação imobiliária e invasões de terra já destruíram grande parte das matas nativas. É preciso também investir na pesquisa para saber como adaptar vegetais rústicos da floresta no ambiente da cidade com poluição, barulho e asfalto.

Em Belo Horizonte, onde os problemas não são diferentes, a preocupação é incentivar a criação de espaços verdes nas residências com plantio de hortas e plantas ornamentais. Os novos condomínios têm que deixar 30% de área permeável, mas quando recebem o "Habite-se", cimentam tudo ou plantam espécies inadequadas.

O gasto com reposição de mudas é muito alto por causa da inexistência de variedade das espécies nativas, como o bioma do cerrado e mata atlântica e a mão de obra não qualificada. As mudas são importadas principalmente de São Paulo.

Leni Sampaio – Sagri
Fonte: Agencia Para

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