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Expansão da construção civil tem como efeito colateral a elevação do ruído das obras

O relógio marca 7h. No quarto, a cortina ainda resguarda os últimos instantes de sono, considerados preciosos para a parte da população que não precisa sair da cama tão cedo. Mas, do lado de fora, uma movimentação intensa dá sinais de que mais um dia de muito barulho está prestes a começar. Operários chegam, betoneiras esquentam os motores e caminhões abastecem a obra de ferro, cimento, areia e outros materiais. Ainda há quem resista e arrisque uma soneca. Mais meia hora e a sirene toca. O alerta sonoro é apenas um aviso de que o momento de assumir o posto chegou para os funcionários da construção civil. A situação é a mesma em vários endereços da capital. E, em muitos casos, tem ultrapassado, sem autorização da prefeitura, o horário limite estabelecido para a atividade: entre 7h e 19h.

Esse sofrimento com o barulho, que tem crescido em proporções maiores do que o aquecimento imobiliário na capital mineira, ecoou no serviço de Disque-Sossego da prefeitura, que funciona por meio do telefone 156. Para se ter uma ideia, as queixas registradas somente entre janeiro e agosto deste ano já ultrapassam todos os chamados deste tipo recebidos pelo serviço no ano passado. São 708 reclamações nos oito primeiros meses de 2011 contra 443 em todo o ano anterior. De sexto lugar na escala de reclamações em 2010, os pedidos de fiscalização da construção civil saltaram para o segundo lugar neste ano, perdendo apenas para as recordistas ocorrências de bares, boates e casas de show.

O biólogo Pierre Siriaco Martins, de 58 anos, sabe bem o que é ser acordado pelo barulho ensurdecedor das máquinas. Em busca de sossego, ele se mudou de Contagem, na Grande BH, para a rua vizinha a uma grande área verde no Bairro Buritis, Região Oeste da capital. Mas o tormento veio em menos de um ano. “Disseram que era uma área preservada, mas logo uma construtora colocou a placa que anunciava o residencial. Serão quatro torres de 18 andares cada, com cerca de 560 apartamentos. Hoje, na fase de fundação, o barulho é constante e enlouquecedor. Com tanta poeira, a janela fica o tempo todo fechada. O trânsito também está horrível, com vários caminhões circulando. Quando ficar pronto, vai ser um transtorno. Pelo menos cinco moradores já se mudaram do meu prédio”, conta Martins. Na quinta-feira, a medição feita pela reportagem com o sonômetro no quarto dele marcou 70 decibéis por volta de 15h, limite máximo para o período da tarde em dias úteis.

Canteiros

A explicação para tanta zoeira está estampada nas ruas da cidade. Por toda parte é possível ver canteiros de obra abertos e em plena atividade. “Para se ter uma ideia, em 2004 aprovava-se cerca de 800 mil metros quadrados de área por ano para a construção civil. Em 2010, quando o setor teve um crescimento de 11,6% em relação a 2009, a área aprovada ficou entre 5 milhões e 6 milhões de metros quadrados. Esse nível de aprovação deve se manter em 2011 e nos anos seguintes tende a diminuir. Mas tudo o que foi licenciado no ano passado está se refletindo agora”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon/MG), o engenheiro Luiz Fernando Pires.

No setor de regulação urbana da prefeitura, o crescimento também está comprovado. Em 2010, o montante de 2.853 alvarás de construção expedidos para imóveis residenciais é144% superior na comparação com 2009, quando foram liberadas 1.169 licenças. Em ritmo pouco mais lento, as 1.334 aprovações até agosto deste ano somam 46% de todo o ano passado. A lista das autorizações de imóveis não residenciais praticamente dobrou entre 2009 e 2010, saltando de 300 para 581 e as de uso misto sofreram elevação de 226% no mesmo período. Foram 69 contra 225. Neste ano, elas somam 126.

Ao usar a expressão “não é possível fazer um omelete sem quebrar os ovos”, o presidente do Sinduscon explica que o bom momento do crescimento imobiliário é positivo para a cidade, promove o desenvolvimento e ajuda a diminuir o déficit habitacional. No entanto, diz Pires, “também traz consequências. A obra traz poeira, lama, barulho, movimentação de caminhões e outros incômodos. É da natureza da atividade”, afirma.

Planejamento

Apesar de não poder ser suprimido, o impacto negativo da construção civil pode ser minimizado. A avaliação é do professor do Departamento de Engenharia de Estruturas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Marco Antônio Vecci, que há 13 anos trabalha com ruídos. “Em alguns casos, as marretas de ferro podem ser substituídas pelas de borracha. Barulhos de serras e furadeiras poderiam diminuir se os equipamentos fossem usados em espaços fechados. É uma questão de planejamento”, alerta. Conforme o Sinduscon, trabalhos de conscientização têm sido feitos com construtoras nesse sentido.
Fonte: em.com.br

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