Luiz Carlos Marins foi um dos zagueiros mais marcantes para o torcedor do América nos anos 90. Foram 273 partidas disputadas entre 1990 e 1996. Ele é o oitavo jogador que mais defendeu o Coelho na história. A carreira de jogador foi extensa e durou até os 38 anos. Contudo, o futebol representou um hiato na vida de Marins no ramo da construção.
Antes mesmo de se profissionalizar, ele já tinha envolvimento com o mundo das obras.
Hoje, o ex-zagueiro vive na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, e é dono de uma construtora.
“Eu tenho uma construtora em Búzios. Logo que eu me aposentei, já comecei no ramo. Na verdade, é uma coisa que eu já nasci dentro disso. Meu pai mexia com isso e eu continuei. Antes mesmo de jogar eu já trabalhava também, porque eu não peguei categoria de base. Fui direto do futebol amador para o profissional, no Cabofriense”, conta o antigo defensor.
Por um lado, Marins ganhou aptidão com o mundo da engenharia civil. Por outro, ele perdeu uma parte importante da formação de um atleta, ao não ter formação da base.
“Foi difícil. Passei por uma certa dificuldade por não ter os fundamentos da base. Tive que aprender tudo como profissional e atrapalhou um pouco. Mas, com trabalho, graças a Deus, eu consegui superar tudo”, relembra.
A prova da superação aconteceu nos tempos de América. O ídolo do Coelho foi uma peça importante em campanhas como a da subida para a Série C para a B em 1990. Além da promoção para a Série A em 1993. Marins também lembra dos feitos no Campeonato Mineiro.
“O América foi o melhor clube que eu joguei. Do Estadual, fui campeão em 93, vice em 92 e 95. A pior colocação que fiquei foi um quarto lugar em 94, se não me engano. Nos outros anos, ficamos em terceiro, atrás apenas de Atlético e Cruzeiro. Foi uma época boa”.
Em sete anos, o América deu muitas alegrias para a carreira do ex-zagueiro, além de amigos que permaneceram com o tempo. “Guardo amizade com o Dênis, Wellington Paulo, Milagres, Ricardo, Palhinha, Ronaldo Luiz. Até o Gilberto Silva, que peguei no início”, afirma.
Depois de sair do América, Luiz Carlos Marins defendeu o Londrina, e ficou em quarto lugar na Série B de 1997. Ele também defendeu o Uberlândia e o Social, em Minas Gerais. Aos 38 anos, Marins voltou para o Cabofriense e encerrou a carreira.
Transferência para o Galo vetada
Entre os momentos de lazer com a família nas praias de Cabo Frio e Búzios e o trabalho, Marins também serve de conselheiro para o seu sobrinho André, atual atacante do Atlético. Quando ele chegou à Cidade do Galo, o ex-zagueiro havia afirmado que o sobrinho estava realizando um sonho do tio.
“Em 1996, tinha a lei do passe ainda. Eu era dono de 90% do meu passe e o América tinha dificuldade para renovar comigo e me mandou arrumar um clube. Eu acertei com o Atlético. Fui na sede do Atlético, acertei, e quando eu voltei para pegar a liberação do América, eles não deixaram. Estava com contrato firmado, o Atlético contava comigo e tudo mais. Ficou a frustração do sonho de jogar no Atlético. Infelizmente, o Marcos Salum não deixou, mas está tranquilo”, lembra Marins, hoje, sem ressentimentos.
Jogo histórico: América campeão Mineiro de 1993
América 0x0 Cruzeiro
Motivo: Finais do Campeonato Mineiro 1993 Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Data: 16/06/1993 Público: 5.845 Árbitro: Marco Antônio Cunha
AMÉRICA: Milagres, Estêvam, Luis Carlos, Marins, Lelei e Ronaldo Luiz Gutemberg, Taú e Flávio Lopes (Dudu) Euller, Hamilton e Robson. Técnico: Formiga.
CRUZEIRO: Paulo César, Paulo Roberto, Célio Lúcio, Robson, e Zelão Ademir, Douglas e Luiz Fernando (Eder) Roberto Gaúcho, Cleison e Edenílson (Nivaldo). Técnico: Pinheiro.
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