As construtoras portuguesas têm de se fundir caso queiram alargar a sua actividade para fora do mercado nacional, defendeu hoje o presidente da Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços, Ricardo Pedrosa Gomes, numa entrevista à agência Bloomberg.
"O sector da banca, que tem emprestado enormes quantidades de dinheiro ao sector da construção, está interessado em ver algumas fusões", informa Pedrosa Gomes. Por essa razão, indica que "não há alternativa" a esta junções de empresas.
A conjuntura económica no País não permite uma expansão das empresas em território nacional. Por exemplo, o relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou que a construção voltou a recuar no segundo trimestre, com uma quebra superior a 10% nos edifícios licenciados.
Ao mesmo tempo, a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) veio defender, através do presidente Reis Campos, que este mercado perde quatro empresas e 140 trabalhadores por dia.
"Precisamos de ter negócios no estrangeiro. Contudo, para sermos bem sucedidos, as nossas maiores empresas precisam de se fundir para ganhar peso. Não há perspectivas para o mercado doméstico", indicou Ricardo Pedrosa Gomes à Bloomberg.
Neste momento, várias empresas estão em expansão para mercados fora de Portugal. A Soares da Costa, por exemplo, já anunciou que pretende adquirir uma empresa de média dimensão no Brasil para dinamizar as vendas no Brasil.
Outro destino das construtoras é Angola. Jorge Coelho, administrador da Mota-Engil, considera no entanto que as empresas têm de ter "músculo financeiro" para entrar naquele mercado.
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