O motorista sai com amigos, está na rua e na hora de ir embora, uma surpresa nada agradável: percebe que perdeu as chaves do carro.
Nessa hora, a única saída é se acalmar e procurar um chaveiro. Hoje, a maioria das chaves é codificada e possui sistema anti-furto, também chamados de sistemas imobilizadores de veículos.
Com ela, o ladrão é impedido por um sistema eletrônico de fazer ligação direta. Em caso de perda, o veículo só sai do lugar se for guinchado. Essas chaves funcionam com dois tipos de segredo. A parte mecânica, ou seja, aqueles "dentes" que fazem o tambor da chave virar, e o eletrônico. Este tem um chip emissor/receptor com um segredo gravado.
Em caso de perda da chave, uma outra cópia pode ser refeita no local, pois o segredo mecânico é realizado com uma lima, enquanto a parte eletrônica do problema pode ser resolvida com um notebook, que lê o segredo eletrônico e o copia em outro chip. Uma outra forma é consultar o chassi para fazer outro segredo eletrônico.
Na possibilidade de se fazer uma chave reserva através da chave original, o processo já é mais fácil, porque através dos códigos, as máquinas de clonagem de chaves fazem o serviço praticamente sozinhas. De acordo com o chaveiro Júlio Cesar Bardella, a maioria das pessoas o procura para fazer uma cópia reserva da chave do carro. "Acredito que seja para prevenir. Em caso de perda, terão a cópia. Chego a fazer cinco por semana", diz.
Segundo ele, é impossível transformar uma chave codificada em uma normal. "O carro não funcionaria sem o código gravado no chip", explica. Além de não funcionar, o veículo fica vulnerável.Em algumas situações, a cópia só é possível se o carro estiver  junto, pois é necessário ligar o aparelho e ler o código eletrônico para este ser refeito em outra chave. Todos os carros com este tipo de sistema possuem no seu painel ou interior um led que indica a leitura do chip da chave.
De acordo com o tipo de sistema, ele pode ficar aceso por alguns segundos e se apagar ao liberar o sistema, ou piscar e ficar aceso. Isso indica que a chave não é a correta. A unidade de comando do imobilizador, é a responsável pela alimentação da bobina/antena. Ela recebe o sinal do chip e reconhece se é o certo ou não. É esta unidade que manda o sinal ao controle da injeção eletrônica para que ela funcione ou não. Em alguns carros o sistema de injeção poderá funcionar uns dois segundos e depois parar.
Os sistemas imobilizadores de veículos ou codificadores, utilizam uma tecnologia de rádio freqüência, denominados de sistemas com transponders. Ele é utilizado pelas maiores montadoras mundiais como Ford, GM, Toyota, VW, Fiat. Existem dois tipos básicos. O primeiro, é formado pelos transponders "elétricos", que  não se limitam a pequenas áreas de transmissão e podem transmitir sinais de poucos centímetros a quilômetros. Nesse sistema, é necessário que ele esteja permanentemente ligado à eletricidade.
Os transponders utilizados nos sistemas imobilizadores são do tipo magnético e só emitem o sinal quando estão próximos a um campo magnético, no caso, a bobina localizada junto ao cilindro de ignição do veículo.Para ser feita uma cópia da chave perdida, é necessário acrescentar um novo chip, com nova senha à ela. "Esse trabalho é feito na máquina Remap 2. Ela levanta o número da senha de proteção do veículo.
Depois disso, é fornecida nova chave e senha", explica o chaveiro Fernando Henrique Rocha dos Reis. Se por acaso o motorista encontrar a chave antiga, esta não funcionará mais no carro. De acordo com o chaveiro, esse serviço é um dos mais procurados. "Chego a fazer 10 cópias por semana", diz.  Chaveiros também copiam o código Há algum tempo, a cópia de chaves codificadas só era feito por concessionárias.
Hoje, já existem alguns chaveiros que conseguem copiar este tipo de chave codificada. Para esse serviço, o ideal é procurar profissionais de confiança, concessionárias e acompanhar todo o serviço. Para saber se o seu veículo possui tal tipo de segredo, é necessário consultar o manual do carro, pois este sistema não é visível, exceto pelo led no painel que se acende na hora da partida.
Mas nem todos os veículos possuem esse sistema. Em alguns modelos, existe um cartão numerado cuja série também consta no manual do proprietário. Trata-se do código para se obter a cópia da chave. Através desse número o chaveiro já sabe o segredo mecânico da chave e o código eletrônico do chip, o que facilita a reposição do componente.
Saiba que o código da chave vem conforme o numero de chassis. Com isso, é possível saber qual era o código de fábrica do carro. Sendo assim, você não vai conseguir fazer outra cópia da chave, pois o número do chassi não vai coincidir com o segredo da chave eletrônica. O chaveiro Marcos de Campos, explica que as cópias são feitas no aparelho MicroEra. "Ele faz a clonagem das chaves.
O processo é bem simples, basta gravar a senha da antiga na nova peça". O serviço é bem rápido e funciona 24 horas. Normalmente é feito em até 30 minutos. O preço da cópia varia de acordo com o modelo do carro: a mais barata custa, em média,  R$ 70 e as mais caras podem chegar a R$ 1,5 mil, em caso de veículos importados.
|