As obras de construção da fábrica da Eldorado Brasil estão completamente paradas. Segundo o presidente do Sintiespav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil Pesada), Antônio Luiz de Oliveira, 100% dos trabalhadores aderiram à greve convocada pelos sindicatos desde ontem (15). O número exato de funcionários não foi revelado. A paralisação não tem previsão para acabar.
Apenas encarregados, engenheiros e administrativo continuam em atividade. Conforme Oliveira, o acordo firmado entre as empreiteiras terceirizadas, Eldorado e os sindicatos na última sexta-feira (12) retrocederam. “A greve poderia ter terminado no sábado, quando íamos fazer uma assembleia com os operários e apresentar as contrapropostas. No entanto, as empresas voltaram atrás”, disse.
As empresas haviam aceitado dar adiantamento salarial de 40% no dia 20 de cada mês, folga de campo, plano odontológico, ambulância e medicamentos no alojamento, cesta básica de R$ 100 e reajuste salarial de oficiais para R$ 1.150.
“Fizemos todo o meio de campo para resolvermos essa situação. Mas com essa decisão ficamos sem condições de pedir aos trabalhadores para retornarem. Todos estão revoltados e estamos orientando eles a cruzarem os braços como uma estratégia até as reivindicações serem atendidas”, revela. Na manhã de ontem, os sindicalistas foram até o canteiro de obras para explicar a situação para os operários que porventura estivem em atuação.
Cerca de 1,2 mil trabalhadores das empresas terceirizadas deflagraram uma manifestação na terça-feira passada (9) no alojamento Fazendinha, localizado às margens da BR-158. Essa é a terceira paralisação realizada apenas neste ano, em protesto por melhorias salariais e condições adequadas de trabalho.
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