O programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, funcionou muito bem em Maringá apenas em projetos de casas geminadas. É o que revela o vice-presidente da Regional Noroeste do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), Roberto Granado Martines, o Téo Granado.
Ele afirma que com a recente regulamentação municipal contra as casas geminadas, o programa federal fica comprometido em Maringá. "O Minha Casa, Minha Vida foi um sucesso na cidade, por causa dos projetos de casas geminadas. As construtoras focaram o trabalho delas nesse tipo de imóvel para atender aos clientes com perfil para se beneficiar do programa federal", destaca.
Para outros produtos, como apartamentos e casas, o valor elevado do imóvel e a atuação de outros bancos esvaziou a atuação da Caixa Econômica Federal, gestora local do Minha Casa, Minha Vida. "O Banco do Brasil e o Itaú entraram de maneira muito forte no mercado imobiliário", ilustra Granado.
O futuro do Minha Casa, Minha Vida em Maringá é incerto. A prefeitura assumiu uma postura contra as casas geminadas, criando um cadastro especial para a aprovação de projetos. Granado reconhece o argumento da prefeitura, mas acredita que o problema seria resolvido com a redução do lote mínimo do município, atualmente em 400 metros quadrados.
"Hoje um lote mínimo, no sistema geminado, transforma-se em dois de 200 metros quadrados. Mas como o custo do terreno é alto, o construtor reduz a área construída, que fica em 50 metros quadrados", explica. "Uma pessoa não vai querer pagar R$ 130 mil em uma casa tão pequena. Vai preferir outras formas de financiamento ou mesmo optar pela locação, para ter mais conforto", avalia o dirigente do Secovi.
Fase II
No dia 16 de junho, a presidente Dilma Rousseff lançou a segunda etapa do Minha Casa, Minha Vida. Durante a apresentação, ela disse que serão ofertados R$ 71,4 bilhões para a construção de 2 milhões de imóveis até 2014.
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