O técnico da USP de São Carlos, que esteve em Ribeirão Preto nesta quinta-feira (30), avaliou que a espessura do asfalto da cidade está fora dos padrões de engenharia. O laudo completo deve ficar pronto em 30 dias.
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que analisa os serviços feitos por empresas de pavimentação entre 2005 e 2008 contratou uma equipe do Laboratório de Engenharia de Transportes da universidade para fazer exames por amostragens do asfalto de Ribeirão.
“Pelo que pude notar, a manta asfáltica está fora das normas técnicas. Normalmente a camada tem espessura de seis centímetros, mas aqui, pelo que medimos, está com quatro. Mas só em laboratório poderemos fazer uma analise mais rigorosa”, disse o coordenador da equipe, professor de engenharia José Leomar Fernandes Júnior.
De acordo com a Câmara, amostras foram coletadas em seis pontos da cidade. Um dos pontos foi na esquina das ruas Acre e General Câmara e outro na esquina da General Câmara com a avenida Rio Pardo. Além desses dois, outros pontos foram na rua Rio Paraguaçu (em frente ao número 1.044), no bairro Jardim Paraíso, e na rua Thomaz Alberto Whately (em frente ao número 1.291), no Parque Industrial Tanquinho.
Também foram recolhidas amostras no bairro Salgado Filho 2, na rua Mogi Mirin (em frente ao número 1.014) e no bairro Jardim Canadá, na avenida presidente Vargas (em frente ao RibeirãoShopping).
Cada amostra custa R$ 1 mil, segundo informações da Câmara. O valor gasto com a análise vai ser pago pelos próprios vereadores da comissão devido à falta de verba prevista em orçamento.