Um projeto de paisagismo desenvolvido pela Agência Goiana do Sistema de Execução Penal  - AGSEP -  em parceria com a Polícia Civil, Ministério Público, Judiciário e prefeitura de Pires do Rio, emprega presos da unidade prisional local no plantio e manutenção da horta municipal. Há pouco mais de um mês, a horta foi transformada em um grande viveiro, com cerca de 40 mil mudas de árvores nativas do cerrado, além dos legumes e hortaliças.
Quatro presos da cidade trabalham no local, sob a vigilância de agentes de segurança prisional. Um servidor da prefeitura, técnico em paisagismo, Valci Pires, é o encarregado do viveiro. De acordo com o delegado de Polícia Civil da cidade, Eduardo Eustáquio Rezende, a ideia é chegar a 100 mil mudas de árvores.
 
No local já existem mudas de ipê, baru, jatobá, angico. A ampliação contará com mudas de outras árvores, além de exemplares para arborização de vias urbanas. Na horta, já têm plantados cenoura, beterraba, repolho, abóbora, jiló, quiabo e couve-flor, entre outras. Toda a produção, cerca de 50 quilos semanais, é doada para a creche, o hospital municipal e o centro esportivo. “Com a ampliação do viveiro, vamos doar os alimentos também à comunidade carente da cidade, por meio da assistência social da prefeitura local”, informou Edilson de Brito, presidente da AGSEP.
 
O viveiro fica a poucos quilômetros da unidade prisional. Os presos empregados no local ganham um salário mínimo pago pelo Estado.
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