Para o arquiteto e urbanista Giovane Pereira Alves são quatro as diretrizes básicas para se projetar uma casa ecologicamente correta. É preciso pensar na gestão do material utilizado, na eficiência energética, no reaproveitamento da água e na arquitetura bioclimática, que otimiza a iluminação e a ventilação do ambiente de maneira natural.
 
Mais do que procurar materiais de construção sustentáveis, o arquiteto afirma que é preciso dar preferência aos materiais naturais e locais. "O princípio é justamente poder aproveitar o material do local e não algo industrializado. Isso inclui trabalhar com pedra, madeira e terra que se tira do local. O industrializado já passa por um processo que interfere no meio ambiente", explica.
Alves diz que o que há disponível hoje no mercado são acessórios de acabamentos (torneiras e descargas que evitam o desperdício, sensores de luz, etc) e que, para o bruto da obra, é preciso mais criatividade por parte do projetista e disposição do proprietário para construir uma casa ecologicamente correta, já que há o problema do custo elevado (no caso de madeira certificadas, por exemplo) e falta de mão de obra qualificada.
"A construção civil já sofre com a mão de obra para fazer o comum, imagine então para fazer projetos sustentáveis. Quem deseja construir uma casa ecologicamente correta deve ter paciência, de repente até pensar em treinar a mão de obra para lidar com esses entraves", comenta o arquiteto.
Um bom gerenciamento da obra, evitando desperdícios e aproveitando o próprio entulho gerado na obra, também são práticas sustentáveis.