Artista plástico e cenógrafo conhecido pelo trabalho em peças como Roda Viva, de 1968, o paulistano Flávio Império (1935-1985) é o homenageado da série Ocupações, do Itaú Cultural. Serigrafias, instalações, painéis, fotografias e documentos pessoais compõem a montagem. A mostra abre amanhã para convidados às 20h com transmissão do filme "Flávio Império Em Tempo", de Cao Hamburger e Raimo Benedetti.
"Em um recorte radical, frente à multidisciplinar e vasta obra de Flávio, centramos o foco em sua atuação em serigrafia, através da visualização das telas matrizes originais e da experimentação ao vivo da atuação no ateliê montado na exposição. Além disso, será possível que os visitantes usem as telas para estampar camisetas e outros objetos", adianta Vera Hambúrguer, que assina a mostra.
A Ocupação Flávio Império marca, ainda, o início dos trabalhos de digitalização do acervo que leva o seu nome e da construção do site sobre sua vida e obra. Os dois projetos vão ser postos em andamento ainda neste ano, com o apoio da instituição que abriga a exposição.
O ARTISTA
O cenógrafo nasceu em 1935. Nos anos 1960, já formado em arquitetura, foi um dos fundadores, com Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, do Teatro de Arena. Também trabalhou no Oficina, com Zé Celso Martinez Correa. Criou a cenografia de peças importantes como "Um Bonde Chamado Desej", de Tennesse Williams, "Roda Viva", de Chico Buarque, "A Falecida", de Nelson Rodrigues e "Labirinto", com Walmor Chagas.  São dele, ainda, os cenários de grandes shows dos anos 1970, como "Pássaro da Manhã, Rosa dos Ventos e Vinte Anos da Paixão, de Maria Bethânia, e de Doces Bárbaros. O percurso foi compartilhado em diversas ocasiões como o cenógrafo Hélio Eichbauer, contemporâneo de Flávio, que hoje assina o cenário dessa Ocupação.
Ocupação Flávio Império
Até 17 de Julho, das 9h às 20h  (terça a sexta) das 11h às 20h (sábado e domingo). No Instituto Itaú Cultural ­- Av. Paulista, 149. Tel.: 2168-1700. Grátis