A Sondagem da Contrução Civil, índice mensal da CNI (Confederação Nacional da Indústria) que mede a atividade do setor, mostrou a egunda queda consecutiva no mês de fevereiro. O índice, divulgado nesta sexta-feira (25),atingiu 49 pontos quando comparado a janeiro. Os valores podem variar de zero a 100, e indicam queda quando ficam abaixo de 50.
Entretanto, o ritmo de queda diminuiu, se comparado a janeiro, que teve índice de 47,2 pontos.
Com isso, o setor voltou para ao seu nível usual de atividade no mês passado, após passar todo o ano de 2010 aquecido.
Para o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, a queda do índice foi influenciada pela chuvas, que atrapalhou o ritmo de trabalho do setor e o início do novo governo, que reduziu a contratação de obras.
Mesmo com dimunuição da atividade, o emprego na construção civil voltou a subir em fevereiro, registrando 51,2 pontos. Em janeiro, houve queda no número de trabalhadores, com índice em 49,5 pontos. De acordo com a sondagem, realizada entre os dias 28 de fevereiro e 15 de março, apesar de certa queda nas expectativas para os próximos seis meses, os empresários do setor continuam otimistas, com todos os indicadores superando em pelo menos dez unidades a linha divisória dos 50 pontos.
As perspectivas quanto ao nível de atividade caíram de 63 pontos para 61,1 pontos em março. Já as expectativas em relação a novos empreendimentos ficaram em 61,4 pontos, enquanto a intenção de compras de matérias-primas registrou 60,2 pontos. Apesar das queixas de que já estaria faltando mão de obra para o setor, os empresários pretendem continuar contratando, com o indicador de emprego chegando a 61,5 pontos.