Trabalhadores da construção civil realizaram ontem pela manhã uma assembleia para pedir a troca da atual diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção e do Imobiliário de Barretos (SITCOM). Eles alegam omissão do sindicato na defesa dos interesses dos sindicalizados e citaram como exemplo a morte do pedreiro Manoel Gomes Sobrinho, 53 anos, morto em setembro do ano passado em uma obra de drenagem da prefeitura de Barretos após ser esmagado por uma planilha de 250 Kg. O pedreiro trabalhava sem registro e sua família nunca foi indenizada. O Ministério do Trabalho autuou a prefeitura por seis infrações, mas de acordo com os trabalhadores, o sindicato nada fez.
Valdir Pereira, aposentado por invalidez, disse que, após a morte do pedreiro, alguns trabalhadores começaram a fazer denúncias de que o sindicato se omitiu e não defendeu a causa do trabalhador, como não defende a de muitos que trabalham sem o respaldo necessário. Relatou ainda que muitos estão trabalhando sem registro em carteira.
Durante a reunião, o trabalhadores pediram, entre outros documentos, a prestação de contas de 2010, a relação dos atuais associados e atas das assembléias que autorizam o pagamento de salários ao presidente e tesoureiro do sindicato. Eles também afirmam que não possuem benefícios como convênios com farmácias e planos de saúde. “Barretos cresce graças aos trabalhadores da Construção Civil, porém, não recebem o valor merecido e nem hora extra. Por isso, queremos mudar as diretrizes do sindicato, pois a gestão atual não está trabalhando” afirmou José Carlos Oliveira, presidente da Associação de Defesa da Cidadania, que participou da assembleia.
O sindicato entregou as informações solicitadas, porém, de acordo com a assessoria jurídica da associação, os documentos são insuficientes e não respondem ao pedido feito pelos trabalhadores.
Outro lado
Procurado pelo JBR, o presidente do sindicato, Carlos Cesar Siqueira, não quis se manifestar.