Em meio aos debates sobre as novas regras do programa habitacional "Minha casa, minha vida", a única coisa que parece indiscutível é que as unidades populares continuarão a se espalhar pelo Rio. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, no ano passado, o estado recebeu 47.505 moradias do programa. Para este ano, a expectativa é igualar a marca anterior, com a possibilidade de superá-la.
De acordo com o secretário municipal de Habitação do Rio, Jorge Bittar, mesmo após o corte de quase metade da verba destinada para o programa este ano, a cidade deve contratar, pelo menos, 25 mil unidades por meio do "Minha casa, minha vida".
Opiniões divididas
A Medida Provisória 514/2010, que vai regulamentar o programa, deve ser votada entre abril e maio. Até lá, as discussões sobre o novo limite de renda, as faixas de juros e o novo teto para imóveis destinados a famílias com renda até R$ 1.395 dividem o mercado.
Enquanto o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pede que a renda limite (hoje de R$ 4.900) chegue a R$ 5.250, outros apontam o valor pedido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de dez salários mínimos (R$ 5.450) como o ideal.
— A nossa expectativa é a de que seja mantida a meta de dez salários. Seria importante para estimular a construção de moradias de qualidade para famílias com renda entre três e seis salários (de R$ 1.395 a R$ 2.790 hoje) — afirma Bittar.
Para o vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Claudio Hermolin, o importante é que a renda acompanhe a atualização do valor do imóvel — que subiu de R$ 130 mil para R$ 170 mil — para que o programa continue a crescer:
— Aguardamos a votação, mas a expectativa do mercado é muito boa. O crescimento vai continuar até 2016.
Zona Norte e Baixada
Apesar de a Zona Oeste continuar recebendo a maioria dos lançamentos do programa, devido à oferta e ao preço dos terrenos, a Zona Norte ganhará destaque este ano. Esta é a expectativa do secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar.
Liderada por Duque de Caxias e Nova Iguaçu, a Baixada Fluminense também aparece como forte candidata a campeã do destino das unidades populares. Para os que possuem renda familiar até R$ 1.395 e esperam na fila por um teto, uma boa notícia: Bittar garantiu que serão entregues dez mil unidades ao longo deste ano e que, a partir do segundo semestre, quem se inscreveu na prefeitura será chamado