Rio - Todos os banheiros públicos da cidade serão monitorados 24 horas por dia a partir de março. O mapeamento dos pontos já está sendo feito, e as imagens captadas por câmeras serão enviadas em tempo real para o Centro de Operações Rio, que reúne 30 órgãos municipais. A intenção é melhorar o serviço, sob concessão da empresa Clear Channel desde 1999 até 2019. Em levantamento feito pela prefeitura, foi constatado que apenas um terço dos equipamentos instalados funcionavam corretamente.
Se o atendimento não melhorar, a empresa poderá ser multada e, em último caso, até perder a concessão. Dos 34 banheiros públicos avaliados pelo estudo, feito entre os dias 11 e 31 de janeiro, apenas 11 foram aprovados. Quatro equipamentos não tinham ligação com rede de esgoto e outros 19 não funcionavam. A prefeitura vai notificar a Clear Channel, que, se não melhorar o serviço, será penalizada.
Ontem, O DIA  mostrou que nenhum dos seis banheiros públicos testados nas zonas Norte e Sul abriu a porta com as moedas. O casal de alemães George e Eva Von Goeth precisou de uma ‘forcinha’ de um ambulante que, sacudiu a cabine no mirante do Leblon para conseguir abri-la. Além de deixar o usuário no aperto, metade dos equipamento avaliados reteve o valor depositado, que varia de R$ 0,50 a R$ 2.
“A prefeitura não está satisfeita com o serviço prestado e vai notificar a concessionária pelas irregularidades. Vamos definir prazos para a empresa e aplicar sanções firmes se o problema persistir. Não vamos aturar esse tipo de situação. O carioca pode ter certeza de que a prefeitura está vigilante na rua”, afirmou o secretário municipal de Conservação, Carlos Roberto Osório.
Segundo ele, além de usar a tecnologia para monitorar os banheiros, o município lançará mão do trabalho da Guarda Municipal para punir responsáveis por eventuais atos de vandalismo.
Promessa de limpeza na folia
A Clear Channel promete colocar um funcionário em cada banheiro público para garantir a manutenção e limpeza do equipamento durante o Carnaval. Segundo o gerente de operações da empresa, Marcelo Cavalcanti, a Secretaria de Conservação ainda está avaliando a proposta.
“A gente se comprometeu a colocar um funcionário em cada banheiro que esteja no caminho dos blocos. Quando o usuário sair da cabine, ela será limpa. Mas temos que ter o apoio da Guarda Municipal”, ressaltou Marcelo. Ele afirmou que o problema dos banheiros administrados pela empresa não é de má conservação e, sim, de vandalismo. A Clear Channel vai recorrer se for notificada pelo município. “Quem tem que cuidar de casos de vandalismo é a prefeitura”, apontou.
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