Os banheiros do pavimento térreo do Mercado Municipal estão fechados para serviços de reforma desde o último dia 25, com previsão inicial de término dos trabalhos até o final de fevereiro. No entanto, a Associação dos Comerciantes do Mercado Municipal de Mogi admite que deverá haver atraso na obra e, enquanto isso, as pessoas que frequentam o local e as lojas da área central convivem com a falta de sanitários públicos, já que este era o único disponível. De outro lado, os trabalhadores do Mercado também passam por transtornos, dividindo seus sanitários com os clientes.
Luiza Testone é comerciante, mas quando está no papel de consumidora, enfrenta dificuldades para encontrar um banheiro disponível para uso durante as compras. "Fui a uma loja e o dono não me deixou usar o banheiro, mesmo eu tendo feito compras lá. Por isso, tive de ir correndo para a minha casa, em um dia de chuva forte", lembra.
Para não se deparar com o problema, há quem adote medidas mais drásticas, como evitar comer e beber fora de casa. "Até evito tomar água e refrigerantes. Se comer alguma coisa, é pior ainda. É verdade que há muitas pessoas sem educação, que não respeitam e depredam os banheiros, mas também existe quem precise usá-los", avalia a aposentada Sônia Guislandi.
Durante a interdição dos sanitários do Mercadão, os comerciantes também encontram problemas, pois, como alternativa, o público está utilizando o mesmo banheiro que os funcionários, localizado no primeiro piso e que também será reformado posteriormente.
"Como o banheiro para clientes está fechado, tivemos que liberar o nosso para o povo. Temos de entender que estão arrumando os banheiros e que isso era necessário, mas estamos convivendo com estes problemas e não sabemos até quando", declara Antonio Sérgio Pereira da Silva, açougueiro de um box do Mercadão.
A balconista de uma peixaria do local, Talita Teles Rocha, critica o compartilhamento do sanitário entre funcionários e clientes. "O povo não respeita, deixa tudo uma sujeira e não sabe dividir nada. Teve até homem entrando no banheiro feminino", desabafa.
De acordo com a presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado Municipal de Mogi, Marly Mayumi Ykeda, desde que o banheiro para funcionários passou a ser dividido com o público, começaram a acontecer casos de vandalismo, muita sujeira e de pessoas que não respeitam a indicação de banheiro masculino e feminino. Por isso, um funcionário foi destacado para ficar na porta, supervisionando a utilização do espaço.
Segundo Marly, no banheiro do térreo já foram retiradas todas as portas, pias e vasos sanitários e, agora está sendo feita a manutenção da rede de esgoto. "A previsão inicial era de que a reforma dos banheiros do térreo e do primeiro piso fosse concluída em 30 dias, mas é provável que tenhamos um atraso. Deve demorar um pouco mais", estima. Conforme informado por ela, os novos banheiros terão um layout diferente. Os sanitários adaptados para portadores de deficiência física, por exemplo, terão portas de entrada independentes, a fim de facilitar o acesso.
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