Um curto-circuito numa ligação clandestina de energia ou um princípio de incêndio num dos barracos estão entre as suspeitas do incêndio que destruiu a favela Diogo Pires, no Jaguaré (zona oeste) da capital paulista no último domingo (11). A perícia técnica para saber as causas do incêndio deve ser concluída em 30 dias.
Dos cerca de 400 barracos da favela, 300 foram destruídos. Ao todo são 1.000 pessoas sem ter onde morar. Cinco pessoas foram encaminhadas para hospitais com intoxicação por causa da fumaça. No local, ainda era possível ver focos de fumaça no início da manhã desta segunda-feira, mas muitos moradores já tentavam retomar a rotina.
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi até o local no último domingo e prometeu abrigo a todas as famílias, que já estão sendo cadastradas em um posto da Defesa Civil. A Prefeitura informou ainda que os moradores da favela já estavam cadastrados em projetos habitacionais do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
Não é a primeira vez que o incêndio destrói essa favela. Outros três episódios foram registrados em 2000, 2003 e 2006.