Sete meses após a enxurrada que devastou os municípios do Vale do Paraíba, o drama dos desabrigados segue em várias cidades do interior de Alagoas. Em União dos Palmares, por exemplo, o sonho de voltar a morar em uma casa própria está longe da realidade, apesar dos recursos liberados pelo Governo Federal.
Na área de 80 hectares destinados à construção do Residencial Empresário Newton Pereira Gonçalves, que terá 2.020 unidades habitacionais, é possível observar apenas uma casa-modelo, além do material de construção e a área destinada aos operários. A paralisação das obras provoca angústia entre os moradores de União dos Palmares, que seguem alojados em barracas que chegam a registrar 40ºC de temperatura. Ironicamente, ao lado do terreno destinado à construção das casas, famílias de desabrigados criaram um acampamento sem-teto.
A situação em União é ainda mais preocupante se comparada a municípios como Rio Largo, Murici e Quebrangulo, onde a construção das casas segue em ritmo razoável. A expectativa do governo é de que até março, as unidades de Murici sejam entregues à população. Na última semana, o governador em exercício, José Thomaz Nonô, fiscalizou as obras. O governador chegou a anunciar que pretendia descredenciar as construtoras que não cumprissem os prazos estabelecidos pelo governo.
A reportagem do Alagoas24horas entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Infraestrutra e foi informada que apenas em União dos Palmares foram aprovados seis empreendimentos e que as obras estão sendo ‘tocadas’ pelas construtoras Sanco, Funjita Engenharia, JB Construções, Critério Engenharia e pela Caixa Econômica Federal, com a fiscalização da Prefeitura de União, que em parceria com os governos estadual e federal foram responsáveis pela escolha do terreno. A obra em União dos Palmares está orçada em R$ 82.819.995,45.
De acordo com a construtora Sanco, responsável pelo residencial citado na matéria, as obras no município não estão paradas e 400 homens trabalham no local. As casas estão sendo fabricadas em modelos prémoldados, com construção no próprio município, e diariamente são montadas três casas.
A previsão da empresa é de que até o final deste mês a fábrica de casas consiga produzir 14 casas por dia. Ainda segundo a construtora, a obra está adiantada e será entregue dentro do prazo previsto da reconstrução.
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