A cinco meses do prazo previsto para entrega da obra de revitalização do Córrego Taióca, em Santo André, 27 famílias ainda não foram retiradas das margens do rio.
O projeto consiste na canalização, construção de parque linear, avenida marginal e ciclovia, além de paisagismo nos bairros Jardim Cristiane, Jardim Milena, Parque Alvorada e Jardim Las Vegas. Segundo a Prefeitura, cerca de 60% do trabalho já foi realizado.
No entanto, no trecho da Estrada João Ducin nada foi feito. Algumas famílias que moram na via, na beira do córrego, não sabem quando, como e nem para onde serão removidas. Outras não têm certeza nem mesmo como será feita a indenização pela Prefeitura.
É o caso do casal Maria da Conceição Xavier Ferreira, 55 anos, e Severino Francisco Ferreira Filho, 60, que mora há 22 anos na área, onde ergueu um sobrado de três quatros, três banheiros, sala de estar, sala de jantar e uma espaçosa cozinha, além de uma edícula nos fundos, para os filhos. Há dois anos, quando uma enchente transbordou o córrego e destruiu a ponte da João Ducin, a parte dos fundos do imóvel acabou sendo interditada pela Defesa Civil, por apresentar extensa rachadura, separando a edícula da casa principal.
"Não podemos consertar ou reformar. Estamos sem saber o que fazer. A casa está avaliada em R$ 365 mil, mas soubemos que estão indenizando com base no valor venal, que é de R$ 190 mil. Aí não dá. Mas até agora nenhuma autoridade pública veio falar com a gente", exclamou Severino.
Moradores ouvidos pelo Diário contaram que sofreram novas enchentes há cerca de 15 dias, e que até agora os móveis perdidos, deixados na calçada, altura do número 1.200, ainda não foram retirados.
A Prefeitura declarou que 120 famílias foram retiradas, e que retirará as demais. Somente duas famílias foram indenizadas, e outras duas estão em processo.
As outras famílias serão encaminhadas para programas habitacionais do município. O Semasa informou que fará vistoria nesta semana no local para checar o volume de material, para posterior remoção