Müller, do Sindiceram, afirma que o nível atual de produção e de vendas é o maior dos últimos cinco anos. As cerâmicas do sul catarinenses encerram 2010 com 82 milhões de metros quadrados de revestimentos produzidos e vendidos, resultado atribuído ao crescimento do mercado nacional.
O mercado interno foi a alternativa para compensar as quedas expressivas de exportação entre 2005 e 2010. Com a valorização do real, o produto catarinense tornou-se mais caro, e como consequência houve a redução de mercado americano para os brasileiros.
Pisos em alta definição
Os investimentos da Portinari resultaram em peças com alta definição de imagem e qualidade comparada à de fotografias, impressão em peças com relevo, impressão digital e aumento do tamanho dos revestimento. Com um equipamento italiano, comparado no final de 2009, a Inkjet, a linha de produção ganhou em eficiência e riqueza de detalhes dos desenhos, avalia o supervisor administrativo Everaldo Pavei.
— Tivemos efeitos surpreendentes com a qualidade da imagem. Se o mercado continuar assim exigente em breve a linha de produção estará completamente digitalizada — prevê.
Para chegar a esse patamar de inovação, o diretor de vendas Paulo César Benetton explica que um mesmo caminho é trilhado há cerca de 10 anos: seguir tendências, o que tornou a empresa uma referência em lançamentos de novidades.
— Querer fazer nos impulsiona a ir atrás do método. E ter tecnologias inovadoras nos faz sair na frente e nos credencia para liderança e formar opinião, o que acontece, em 70% das vezes, nos pontos de vendas e é decisivo.
O gerente de marketing e produto, Gelcy Pizzollo Torquato considera que o mercado é um só, apesar de a Portinari produzir produtos de maior qualidade, e a Cecrisa de preços mais acessíveis. A expansão desse mesmo mercado para ambos os produtos vai depender das políticas de financiamentos para 2011, até agora considerada positiva.
— Esperamos que essa política seja mantida, sem desoneração tributária e uma certa redução no IPI. Devemos nos preocupar com a política interna. A China não nos assusta, mas, sim, gera oportunidades. A diferença dos produtos é grande e o consumidor enxerga isso — avalia Benetton.
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