A construção civil registrou queda no terceiro trimestre deste ano ante o trimestre anterior, na primeira retração desde o 1º trimestre de 2009, quando caiu 7,9%, ainda sob os efeitos da crise financeira internacional. O recuo, de 2,3%, pesou sobre o resultado da indústria no período e contribuiu para desacelerar o crescimento da economia brasileira.
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve alta de 0,5% de julho a setembro, no pior desempenho desde os primeiros três meses de 2009, quando houve contração de 1,9%.
De acordo com o diretor de economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), Eduardo Zaidan, a queda registrada pelo setor aponta para uma desaceleração na produção física de material de construção. Segundo ele, o cálculo do IBGE não reflete adequadamente a realidade do setor.
"O IBGE faz a avaliação trimestral por um índice que é a produção física de material de construção, não leva em conta emprego, serviços prestados. Se teve algum problema na produção, isso acontece".
Segundo Zaidan, tem crescido a importação de material de construção, o que reduz o "termômetro" da produção. Ele admite, no entanto, que desde setembro a construção civil tem verificado uma perda de dinamismo: "mas não tem queda não", diz.
Indústria
No terceiro trimestre, a indústria em geral teve queda de 1,3%, também influenciada pelo recuo na indústria de transformação, de 1,6%. Já a indústria extrativa mineral se expandiu em 1,9%, compensando parcialmente os efeitos da queda nos demais setores.